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Consulte a edição impressa do programa Guimarães Arte e Cultura através de uma plataforma de visualização digital que permite folhear, de forma atrativa, os conteúdos da programação de outubro de 2018.

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COMPRAR BILHETES
3,00 EUR
O espaço de apresentação dos Grupos de Teatro de Amadores de Guimarães repete o formato revisto e alargado de 2017, com programação do Teatro Oficina.
Todos os grupos do concelho puderam responder à convocatória pública, como habitualmente. Responderam 5 projetos para serem apresentados nos espaços habituais dos grupos, pelo território, na cidade e nas freguesias. O júri da Mostra vai assistir aos espetáculos e eleger os três melhores que se apresentam no CCVF, a fechar esta festa de teatro.
 
13 OUT 21H30 | Salão Paroquial de Ponte - ATRAMA >> A Estação
14 OUT 21H30 | Centro Social Recreativo e Cultural de Campelos - Astronauta Ass. Cultural >> Palavras Hábeis
19 OUT 21H30 | Casa do Povo de Briteiros - ARCAP Ponte >> Os de Cima Dizem
20 OUT 21H30 | Auditório Taipas Termal - Taipas - GT Citânia >> As Voltas da Maralha
21 OUT 21H30 | Espaços Criativos - Brito - GT Campelos >> A Jorna
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25 > 27 OUT 21H30 | CCVF / Pequeno Auditório - Guimarães >> 3 MELHORES ESPETÁCULOS
 

 

Last year’s expanded and reviewed format of presenting the performances by Guimarães’ Amateur Theatre Groups will be repeated this edition, included in the Teatro Oficina programming, with all groups from the county eligible to apply to the open call, as usual.
Five shows will be presented at the groups` usual spaces in towns and boroughs across the county. The event jury will attend the shows and select the three best performances to be invited to the CCVF to round out the theatre festival.  
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Maiores de 6

COMPRAR BILHETES
2,00 EUR
O meu mundo é uma viagem. A viagem começa como todas as viagens, com a vontade ou necessidade de sair.
Esta acontece um pouco por culpa da vontade e pela inocência da necessidade. O ponto de partida é o sítio dos barulhos fortes, a terra dos estrondos, onde tudo treme e escapa das mãos. O sítio de destino é um outro... com outros barulhos fortes, outros estrondos e onde nada pode escapar das mãos. O meu mundo é meu, só meu... do escuro eu faço cor, de um ruído faço música, da falta de ar, um oceano. Sim, o meu mundo é meu, só meu... mas hoje quero que faças parte dele, só para não estares sozinho na tua viagem.
 
Local Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães
Horário Sábado 20 outubro, 11h00 | Segunda 22 a Quarta 24 outubro, 10h30 e 15h00*
Público-Alvo Maiores de 6, Famílias (Sábado) / Grupos Escolares (Segunda a Quarta)
Duração 40 min.
Lotação 5 turmas/125 pessoas
Preço 2,00 eur
 
*Espetáculo integrado no MAIS DOIS – Programa de Aprendizagem na área das Artes Performativas
My world is a journey. The journey begins as all journeys do, with a desire or a need to depart.

It`s a bit desire`s fault and reflects the innocence of need. The point of departure is the place of loud noises, the land of crashing sounds, where everything is shaken up and escapes your grasp. The place of destination is something else…with other loud noises, other crashing sounds but where nothing escapes your grasp. My world is mine and mine alone…out of the darkness I make colour, out of the noise I make music, from being out of breath an ocean appears. Yes, my world is mine and mine alone…but today I want you to be a part of it, just so that you won`t be alone on your own journey.

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Direção e interpretação Daniela Cruz e Nuno Preto
Ilustração Ártemis Provou
Textos e dramaturgia Cláudia Figueiredo e Nuno Preto
Acompanhamento artístico André Braga e Cláudia Figueiredo
Música original e sonoplastia Samuel Martins Coelho
Desenho de luz Pedro Vieira de Carvalho
Cenografia Nuno Brandão
Coprodução CCB / Fábrica das Artes, CCVF / A Oficina, Circolando
4,00 EUR / 3,00 EUR c/d

Preço Visita ao CIAJG + Visita à Casa da Memória
5,00 EUR / 3,50 EUR c/d
Entrada gratuita crianças até 12 anos / domingos de manhã, das 10h00 às 12h30
Preços com desconto (c/d)
Cartão Jovem, Menores de 30 anos e Estudantes
Cartão Municipal de Idoso, Reformados e Maiores de 65 anos
Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência; Deficientes e Acompanhante
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Cartão Quadrilátero Cultural_desconto 50%
Exposição que mapeia a duradoura e ampla influência que João Cutileiro teve na arte portuguesa dos anos 1960 a 1990, nomeadamente o grupo de Évora (Charrua, Bravo, Lapa, Palolo) e a geração de artistas surgidos na década de 1980 (Manuel Rosa, José Pedro Croft, entre outros).
INAUGURAÇÃO DO 3º CICLO EXPOSITIVO DE 2018 DO CIAJG
SÁBADO 20 OUTUBRO, 18H00
 
Horário da Exposição
terça a domingo
10h00-13h00
14h00-19h00
 
Consulte o site do CIAJG - Centro Internacional das Artes José de Guimarães
This exhibition will map out the long-lasting and ample influence that João Cutileiro has had on Portuguese art from 1960 to 1990, namely the Évora Group (Charrua, Bravo, Lapa, Palolo) and the generation of artists emerging in the 1980s (Manuel Rosa and José Pedro Croft, among others).
informação adicional  |  imagens fechar todos
Curadoria Nuno Faria e Filipa Oliveira
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Todas as idades
4,00 EUR / 3,00 EUR c/d

Preço Visita ao CIAJG + Visita à Casa da Memória
5,00 EUR / 3,50 EUR c/d
Entrada gratuita crianças até 12 anos / domingos de manhã, das 10h00 às 12h30
Preços com desconto (c/d)
Cartão Jovem, Menores de 30 anos e Estudantes
Cartão Municipal de Idoso, Reformados e Maiores de 65 anos
Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência; Deficientes e Acompanhante
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Cartão Quadrilátero Cultural_desconto 50%
Exposição que reúne obras inéditas em cartão, incluindo maquetas de trabalhos públicos projetados e construídos em Portugal e no estrangeiro, que dará ao grande público uma ideia muito clara da dimensão processual e experimental do trabalho de José de Guimarães.
INAUGURAÇÃO DO 3º CICLO EXPOSITIVO DE 2018 DO CIAJG
SÁBADO 20 OUTUBRO, 18H00
 
Horário da Exposição
terça a domingo
10h00-13h00
14h00-19h00
 
Consulte o site do CIAJG - Centro Internacional das Artes José de Guimarães
This exhibition will bring together unseen work in cardboard, including models of public works projects constructed both in Portugal and abroad, that will give the general public a very clear idea of the process and experimental dimension of the work of José de Guimarães.
informação adicional  |  imagens fechar todos
Curadoria Nuno Faria
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Todas as idades
5,00 EUR, Contextile PASS 2018
bilhete único, todas as exposições | (apoio e sustentabilidade)
3,00 EUR, estudantes e jovens até 25 anos*desconto de grupo, escolas e famílias

Mais info: www.contextile.pt | i.point Contextile 2018 (Rua Paio Galvão, 6 e 7, Guimarães)
Exposição internacional composta por 58 obras de 51 artistas, oriundos de 26 países, resultante da seleção de entre 840 propostas recebidas através de convocatória aberta e promovida pela Contextile 2018.
As propostas responderam a uma temática livre ou desenvolveram-se a partir do conceito transversal à bienal: (In)Organic. Um júri, multidisciplinar, constituído por Lala de Dios, Magda Soboń, Cláudia Melo, Paulo Leocádio e Fernando Marques Penteado selecionou trabalhos artísticos que revelam elevada criatividade, originalidade e competência técnica em torno do elemento têxtil, pela construção, tema, conceito ou material utilizado. 
 
Horário da Exposição
terça a sábado
10h00-13h00
14h00-19h00
International exhibition composed of 58 works by 51 artists from 26 countries, resulting of a selection from 840 proposals received through the open call promoted by Contextile 2018.
The proposals responded to a free thematic or were developed from the concept transversal to the Biennial, (In)Organic. A multidisciplinary jury, composed by Lala de Dios, Magda Soboń, Cláudia Melo, Paulo Leocádio and Fernando Marques Penteado selected artistic works that reveal high creativity, originality and technical competence around the textile element, by the construction, theme, concept or material used.
informação adicional  |  imagens fechar todos
Todas as idades
2,00 EUR
Pensar, olhar, escutar, criar, fazer, sentir. Na sala, na cozinha, à mesa ou lá fora. Há domingos em que só nos apetece estar em casa, por isso, venham para a Casa.
Num domingo por mês, procuramos diferentes modos de ver histórias, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que encontramos no espaço expositivo. No aconchego desta Casa, há encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. E ideias também. Vamos criar labirintos, inventar histórias, usar barro, linha ou papel, fazer comida, música e promessas, com as mãos, a cabeça e o corpo todo. Em outubro, vamos cartografar memórias e revisitar o mapa dos lugares que cada um tem dentro de si. De forma livre e criativa, com caneta, broca, martelo e picador. E linha, se preciso for! Através de desenho em superfície de couro, cruzam-se técnicas tradicionais com linguagens artísticas, aludindo à importância da indústria dos curtumes na cidade de Guimarães. 
 
Criação e Orientação Francisco Neves 
Público-alvo Maiores de 8
Duração c. 90 min. 
Lotação mín. 10 / máx. 20 pessoas 
Preço 2,00 eur
Inscrição até 18 outubro, através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt
 
Consulte o site da Casa da Memória
Thinking, seeing, listening, creating, doing, feeling. In the living room, in the kitchen, at the table or outdoors. There are Sundays when all you want to do is stay home. So come to our home, the Casa.
One Sunday per month, we go in search of different ways of seeing stories, traditions, legends, persons, places, or objects that we find in the exhibition space. In the coziness of the Casa, we offer a space of encounter for families, friends, different generations, artists and artisans. And ideas as well. We will create labyrinths, invent stories, use clay, linen or paper, we will make food, music and promises, with our hands, our heads and our entire body. In October, we are going to chart memories and revisit the map of those places which we all have inside us – in a free and creative way, with a pen, drill bit, hammer and pick. And thread, if it`s needed! Drawing on leather means combining traditional techniques with artistic languages, alluding to the importance of the leather and tanning industry in Guimarães.
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PACT COM O GANGUE DE GUIMARÃES
PROGRAMA DE APOIO À CRIAÇÃO TERRITORIAL
» ENVIO DE PROJETOS ATÉ 25 OUTUBRO 2018
» ARTISTA NO CENTRO 2019-21 » ATÉ 12 NOVEMBRO 2018
 
O CCVF, o Teatro Oficina e a Educação e Mediação Cultural associam-se para reforçar o Gangue de Guimarães e torná-lo um programa integrado de apoio à criação territorial, já a partir de 2019. É nesse sentido que abrimos uma série de convocatórias ao grupo para desafiar cada artista a encontrar o nível de envolvimento em que pode e se quer associar ao programa: Residências Artísticas, Bolsas de Criação e o novo e ambicioso Artista no Centro. Em todas as convocatórias, podem candidatar-se artistas, criadores e/ou dramaturgos do Gangue com as suas ideias, indicando nos projetos conceitos e inspirações em que se baseiam e equipas criativas envolvidas. 
 
» RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS 2019-21
Projetos para residências artísticas no Centro de Criação de Candoso durante o próximo triénio (2019-21). As residências têm a duração habitual de duas semanas e as equipas não poderão ultrapassar os 6 elementos. No dossiê, além do projeto artístico, devem indicar qual o período em que pretendem a residência, a partir de janeiro 2019 (o período poderá ser objeto de acerto posterior).
ENVIO DE PROJETOS ATÉ 25 OUTUBRO 2018
 
» BOLSAS DE CRIAÇÃO
 
2ª BOLSA DE CRIAÇÃO – ARQUIVOS TEATRO OFICINA
Espetáculos e/ou performances de pequena dimensão a partir do arquivo verdadeiro do Teatro Oficina ou da ideia de arquivo e de memória de uma companhia de teatro. Dependendo dos projetos recebidos, poderão ser produzidos 1 a 3 desses espetáculos/performances que serão apresentados nos dias 27 a 30 março 2019 no Centro Internacional das Artes José de Guimarães nos vários espaços possíveis (Black Box, Sala de Conferências, Hall ou Cafetaria do Museu, etc.) convocando também a imaginação dos artistas para a ocupação dos espaços.
ENVIO DE PROJETOS ATÉ 25 OUTUBRO 2018
 
3ª BOLSA DE CRIAÇÃO – LIBERDADE [45 anos do 25 abril] – para público jovem 1º ciclo
Projetos para um espetáculo a partir da iconografia revolucionária da época (cartazes, livros, autocolantes, bandeiras, etc.). O espetáculo será integrado no programa Mais Dois, para os alunos do 1º ciclo, e será apresentado no Pátio da Casa da Memória. Os projetos terão de contemplar as circunstâncias desse espaço, o contexto de apresentação e a disponibilidade de equipa reunida para todas as sessões previstas:
 
“LIBERDADE” 
Pátio CDMG
14 apresentações do espetáculo [integrado no Programa Mais Dois para o 1º ciclo] 
ENVIO DE PROJETOS ATÉ 25 OUTUBRO 2018
 
» ARTISTA NO CENTRO 2019-21
Artistas que tenham ou aspirem a ter um percurso continuado de pesquisa e criação/autoria, para apoio orçamental, logístico e acompanhamento artístico durante três anos (2019-21).
Os artistas deverão desenhar esse projeto estruturado de criação e autoria com todas as suas ideias para o próximo triénio: residências artísticas, criações, processos de pesquisa, apoio de produção, técnica e/ou comunicação do seu trabalho, trabalho em rede, prevendo o modo como usam recursos e espaços do universo Oficina (Centro Cultural Vila Flor, Centro de Criação de Candoso, Espaço Oficina, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Casa da Memória). A candidatura poderá mesmo incluir propostas de ações nos museus e/ou projetos escolares d’A Oficina. Será observada a relação do projeto com o território de Guimarães e valorizada a qualidade e diversidade do projeto, assim como a sua exequibilidade. 
Dependendo das candidaturas recebidas, poderão ser apoiados 1 a 3 desses artistas que se tornarão artistas associados do Centro Cultural Vila Flor até 2021.
ENVIO DE PROJETOS ATÉ 12 NOVEMBRO 2018
 
Os candidatos para todas as convocatórias terão de ser do Gangue de Guimarães*, mas podem apresentar-se com equipas criativas não exclusivamente do grupo. Os artistas podem candidatar-se a todas as convocatórias e inclusivamente candidatar o mesmo projeto aos vários níveis do programa, sendo que a atribuição final e os apoios não serão cumulativos. É também possível que alguns projetos possam ser apoiados de modo parcial. 
O processo de escolha será feito por Rui Torrinha (diretor do CCVF) e João Pedro Vaz (diretor d’A Oficina).
 
ENVIO DE DOSSIÊS RESUMIDOS EM PDF para gangueguimaraes@aoficina.pt com os respetivos assuntos: ‘Residências Artísticas’ / ‘Arquivos TO’ / ‘Liberdade’ / ‘Artista no Centro’ 
 
*PARA INSCRIÇÃO NO GANGUE DE GUIMARÃES:
O grupo é atualmente composto por 76 artistas profissionais de artes performativas:
- naturais do concelho de Guimarães;
- a viver e/ou a trabalhar em Guimarães há mais de três anos;
- que tenham vivido e/ou trabalhado em Guimarães mais de três anos.
No caso dos dramaturgos podem ser admitidos profissionais de outras áreas.
 
Para inscrição basta enviar um e-mail para gangueguimaraes@aoficina.pt com:
- uma fotografia para o portefólio público;
- nome e atividade com que querem ser apresentados;
- relação com Guimarães (uma das três acima);
- link para uma página ou site onde se possa conhecer melhor o vosso trabalho ou percurso profissional;
- breve descrição do percurso ou CV anexado.
 
Os interessados podem ainda aderir ao grupo de facebook Rede Teatro Oficina, de onde saem a maior parte das convocatórias e oportunidades profissionais para os artistas.
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VENDA DE BILHETES
www.ccvf.pt
oficina.bol.pt
Centro Cultural Vila Flor
Casa da Memória
Centro Internacional das Artes José de Guimarães
Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten
Entidades aderentes da Bilheteira Online

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Preços com desconto (c/d)
Cartão Jovem, Menores de 30 anos e Estudantes
Cartão Municipal de Idoso, Reformados e Maiores de 65 anos
Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência; Deficientes e Acompanhante
Sócios do Convívio Associação Cultural

Cartão Quadrilátero Cultural_desconto 50%
No terceiro milénio, e ao fim de mais de cem anos de história, tal como ficou devidamente assinalado na edição anterior do festival, o fenómeno jazzístico encontra-se perante questões de identidade muito sérias. Porém, ao invés de transmitir sintomas de esgotamento, o jazz parece ter compreendido que a solução para as suas questões passa pela necessidade de esta música se pensar e olhar a partir de fora para dentro.
No contexto do Guimarães Jazz, e essa é a linha orientadora que atravessa o programa da edição de 2018 do festival, olhar de fora para dentro desta música implica explorar geografias alternativas ao território nativo do jazz, divulgar o trabalho de músicos jovens que nasceram quando o jazz se tinha já implementado plenamente na cultura moderna como uma das mais expressivas linguagens musicais e artísticas do século XX, dar espaço a músicos que se distinguiram em territórios musicais mais próximos das correntes experimentais e vanguardistas da música contemporânea e, por último, programar músicos menos mediáticos e inseridos em circuitos mais informais e artisticamente flexíveis. No fundo, a perspetiva que se assume nesta edição do Guimarães Jazz é assente numa vontade de explorar zonas criativas de contrainformação, assumindo uma crítica em relação ao presente da música e do mundo, e afirmando sobretudo a necessidade de reflexão em torno dos processos entrópicos e autofágicos, baseados em estímulos imediatos e sentimentos ilusórios de pertença, que caraterizam tanto a criação como o consumo na música no século XXI.
Do programa da edição de 2018 do Guimarães Jazz destaca-se, desde logo, o facto de contemplar a realização de treze concertos em dez dias consecutivos, algo que acontece pela primeira vez na história do festival. Este é um dado importante, uma vez que tem como consequência uma mais efetiva e constante presença da música na cidade e na agenda dos seus espetadores, contribuindo assim para aproximar ainda mais os músicos e as pessoas que organizam o festival do seu público. Apesar deste dado novo, o Guimarães Jazz continua a ser, tal como é a sua matriz desde o início, um festival equilibrado, refletindo-se esse equilíbrio em várias dimensões: na notoriedade e na idade dos músicos envolvidos, na tipologia das formações, na proveniência geográfica dos projetos e nas estéticas musicais representadas.
De entre os concertos de maior perfil, é justo destacar a presença de três nomes incontornáveis da história mais recente do jazz – o contrabaixista Dave Holland, o trompetista Dave Douglas e o também trompetista, compositor e arranjador Steven Bernstein –, músicos que, embora com percursos em contextos artísticos muitos diferentes entre si, contribuíram decisivamente para moldar a forma atual do jazz. Tanto o projeto Aziza, de Holland, como Uplift, de Douglas, como a Millennial Territory Orchestra de Bernstein, constituem provas irrefutáveis da plena vitalidade musical de três dos grandes músicos da atualidade. Além do mais, estes três projetos têm a particularidade de contarem com a participação de músicos influentes da música contemporânea, de entre os quais é justo realçar a presença de Bill Laswell, baixista e produtor, e da vocalista Catherine Russell, duas figuras que, apesar de se expressarem em linguagens musicais muito díspares, podem ser considerados exemplos de uma invulgar postura de integridade artística e anti-estrelato.
Em 2018, um dos traços mais marcantes do Guimarães Jazz é a atenção prestada à nova geração do jazz. Nesse sentido, serão apresentados concertos de dois nomes emergentes da cena jazzística de Chicago (uma das cidades mitológicas do jazz, que continua a dar mostras de renovação e vitalidade musicais): o trompetista Marquis Hill e o contrabaixista Matt Ulery, que, além do concerto com o projeto Delicate Charms, orientará as oficinas de jazz e as jam sessions e dirigirá a Big Band e o Ensemble de Cordas da ESMAE. A cada vez mais relevante dinâmica global da cena jazzística justifica também a presença no festival do trompetista israelita Avishai Cohen (um músico de grande nível que tem editado nos últimos anos pela prestigiada editora ECM) e do projeto Cartas Brasileiras, liderado pela flautista e compositora Léa Freire, que no festival se apresentará acompanhada pela Orquestra de Guimarães. 
A exploração de geografias alternativas ao jazz norte-americano ficará, em 2018, também patente nos concertos programados para o Pequeno Auditório do CCVF, onde atuarão o Pablo Held Trio (um dos exemplos da qualidade dos projetos de jazz alemães) e a idiossincrática banda Random/Control, liderada pelo talentoso pianista austríaco David Helbock. É também neste contexto que se apresentará o acordeonista português João Barradas, um músico notável cuja carreira se encontra numa trajetória de crescente notoriedade e reconhecimento internacional e que, em Guimarães, se apresentará em quarteto acompanhado por músicos europeus emergentes e que terá como convidado especial o saxofonista norte-americano Greg Osby.
A colaboração com, por um lado, a Associação Porta-Jazz e, pelo outro, com a ESMAE volta a realizar-se, reafirmando a aposta do festival nos jovens músicos portugueses, e neste ano, como é habitual, realizam-se as oficinas de jazz e as jam sessions, extensões do festival que constituem uma das dimensões mais importantes da sua implantação na cidade e no meio jazzístico, ao mesmo tempo que contribuem para potenciar a formação e o crescimento musical dos jovens músicos do país.
O Guimarães Jazz encerrará a sua edição de 2018 com a Mingus Big Band, um concerto de homenagem a Charles Mingus que será, certamente, um dos momentos altos do festival. Liderado pela viúva do homenageado, esta big band é composta por instrumentistas de altíssimo nível e considerada como um dos projetos mais artisticamente relevantes de revisitação das obras de compositores de jazz. Numa altura em que o futuro da música, e do mundo, se afigura difuso e difícil de antecipar, faz todo o sentido regressarmos a Charles Mingus, um dos nomes mais influentes da música do século XX, e inspirarmo-nos no seu exemplo de integridade e audácia artísticas, que hoje, mais do que nunca, julgamos ser importante celebrar e divulgar, projetando-o no futuro. Ivo Martins
 
QUINTA 08 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SEXTA 09 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 10 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 18H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 10 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
DOMINGO 11 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 17H00
Preço 7,50 eur / 5,00 eur c/d | COMPRAR
 
DOMINGO 11 NOVEMBRO
CIAJG / BLACK BOX / 21H30
Preço 7,50 eur / 5,00 eur c/d | COMPRAR
 
SEGUNDA 12 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 21H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
TERÇA 13 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 21H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
QUARTA 14 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
QUINTA 15 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SEXTA 16 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 17 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 18H30
Preço 7,50 eur / 5,00 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 17 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
ATIVIDADES PARALELAS
 
Segunda 05 a Sábado 17 novembro
Vários locais da cidade
Animações Musicais
 
Quinta 08 a Sábado 10 novembro
Convívio Associação Cultural / 24h00-02h00
Jam Sessions
Matt Ulery, Zach Brock, Greg Ward, Quin Kirchner, Rob Clearfield
 
Segunda 12 a Sexta 16 novembro
Centro Cultural Vila Flor / 14h30-17h30
Oficinas de Jazz
Matt Ulery, Zach Brock, Greg Ward, Quin Kirchner, Rob Clearfield
 
Quinta 15 a Sábado 17 novembro
CCVF / Café Concerto / 24h00-02h00
Jam Sessions
Matt Ulery, Zach Brock, Greg Ward, Quin Kirchner, Rob Clearfield
Preço 3,00 eur / 2,00 eur c/d
 
ASSINATURAS
 
ASSINATURA DO FESTIVAL (acesso a todos os concertos)
Preço 80,00 eur | COMPRAR
 
ASSINATURA 6 CONCERTOS (à escolha)
Preço 65,00 eur | COMPRAR
 
ASSINATURA 3 CONCERTOS (à escolha)
Preço 35,00 eur | COMPRAR

 

In the third millennium, and after more than a hundred years of history, jazz faces serious identity issues. However, instead of showing signs of exhaustion, jazz seems to have understood that the solution to its problems demands looking at itself from the outside in.

In the context of Guimarães Jazz to look from the outside in of this genre means to explore alternative geographies to the native territory of jazz, to promote the work of young musicians who were born in a time when jazz was already fully integrated in modern culture as one of the most expressive artistic languages of the twentieth century, to assimilate musicians who have gained recognition in musical territories closer to the experimental and avant-garde trends of contemporary music and, lastly, to reveal less-known musicians who work in more informal and flexible musical contexts. The matrix of the 2018 edition of Guimarães Jazz is, therefore, supported on a desire to explore zones of counter-information, assuming a critical perspective towards the present of music and of the world and affirming the urgency of a serious reflection about the entropic and autophagic processes, based on immediate stimulus and delusional feelings of belonging, that characterize the creation and the fruition of music in the twenty-first century. This year`s programme of the festival is composed of thirteen concerts in ten consecutive days, for the first time in the history of Guimarães Jazz. This aspect will allow the festival to have a more effective and constant presence in the city, therefore contributing to a closer relationship between the musicians and the audience. Despite this slight change, Guimarães Jazz continues to be, such as it is since the beginning, a festival concerned with a principle of balance in various dimensions: in terms of the recognition and the age of the musicians involved, of the typology of the formations, of the geographical provenance of the projects and also of the stylistic trends of jazz represented. Regarding the high-profile concerts, we may highlight three fundamental musicians of the last decades of jazz – the bassist Dave Holland, the trumpeter Dave Douglas and the composer and arranger Steven Bernstein –, musicians who, despite the artistic differences, have given a decisive contribution to transform the shape of contemporary jazz. Holand`s project Aziza, Dave Douglas` band Uplift and the Millennial Territory Orchestra led by Bernstein are the confirmation of the present artistic vitality of these three great jazz musicians. All three projects involve the collaboration of influential musicians of contemporary music, such as the bassist and producer Bill Laswell and the singer Catherine Russell, two artists who, having developed their work in almost opposite musical languages, may be considered examples of a rare artistic integrity and anti-starsystem attitude. In 2018, one of the most distinguished features of Guimarães Jazz is the focus on the new generation of jazzmen. The programme includes two emergent musicians of Chicago (one of jazz`s mythological cities which is constantly renovating itself and continues to be as active as it ever was): the trumpeter Marquis Hill and the bassist and composer Matt Ulery, who will perform with his own project, Delicate Charms, and will also direct the workshops and jam sessions and will work with the ESMAE`s big band and string ensemble. The global dynamics of jazz is also present at the festival with the names of Avishai Cohen, an extraordinary Israeli trumpeter who has recorded for the record label ECM, and of the flutist and composer Léa Freire, who will present the project Cartas Brasileiras (Brazilian Letters), accompanied by the Orchestra of Guimarães. The focus on alternative geographies is also manifested on the concerts taking place in the small auditorium, where the Pablo Held Trio (representative of the excellence of Germany`s jazz scene) and the idiosyncratic band Random/Control, led by the talented Austrian pianist David Helbock, will perform. The Portuguese accordionist João Barradas, a gifted musician who is currently on an ascending trajectory of international recognition, will perform in quartet accompanied by emergent European musicians and by the North-American saxophonist Greg Osby. The collaboration between Guimarães Jazz with the association Porta-Jazz and with ESMAE confirm the importance of promoting the work of young Portuguese musicians. The workshops and the jam sessions are customary extensions of the festival and of the most important dimensions of its relation with the city of Guimarães and with the Portuguese jazz circuit, while at the same time contributing to potentiate the musical growth and formation of young musicians.The festival will close with the Mingus Big Band, a tribute to Charles Mingus that will certainly constitute one of the highlights of this year’s edition of the festival. Led by Mingus` widow, this big band is formed by powerful and gifted musicians and is considered one of the most artistically relevant projects dedicated to the jazz masters’ music. In a time when the future of music, and of the world, is diffuse and difficult to anticipate, it seems to make sense the revisiting of the work of Charles Mingus, one of the most influential names of the music of the twentieth century and an inspirational example of integrity and artistic audacity, values that are now, more than ever, important to celebrate. Ivo Martins

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