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Consulte a edição impressa do programa Guimarães Arte e Cultura através de uma plataforma de visualização digital que permite folhear, de forma atrativa, os conteúdos da programação de setembro de 2018.

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Depois da apresentação em Valletta 2018 – Capital Europeia da Cultura, o coletivo português MODS Collective faz a estreia nacional do espetáculo “Meet Cecil Satariano” no Centro Cultural Vila Flor.
Cecil Satariano foi um verdadeiro pioneiro do cinema em Malta. Apesar dos seus primeiros filmes terem sido premiados internacionalmente, a partir dos anos 1980 Satariano foi caindo no esquecimento, inclusivamente na sua ilha de origem. Este ano, por ocasião de Valletta 2018 – Capital Europeia da Cultura, o coletivo MODS Collective resgatou os seus dois primeiros filmes – “I’m furious…Red” e “Giuseppi” – que foram pela primeira vez digitalizados, voltando a ser exibidos publicamente. As duas curtas-metragens inspiraram uma residência artística no Centro Nacional de Cultura de Malta, onde se reuniram quatro músicos portugueses e um grupo de mais de 30 músicos malteses, incluindo um coro de que faz parte a filha do realizador. Juntos, construíram uma nova banda sonora para as duas curtas-metragens, explorando a linguagem de música improvisada que carateriza MODS Collective.
On the heels of their performance at Valletta 2018 – European Capital of Culture, the Portuguese group MODS Collective presents the Portuguese premiere of its show “Meet Cecil Satariano” at the Vila Flor Cultural Centre.
Cecil Satariano was a true pioneer of the cinema in Malta. Although his first films received international awards, from the 1980s onward his name fell into obscurity, even in his home country. This year, for Valletta 2018 – European Capital of Culture, the group MODS Collective rescued his first two films – “I’m furious…Red” and “Giuseppi”, which were digitalized for the first time and shown once again to audiences. The two short subjects inspired an artist residency at the National Centre for Culture in Malta, where four Portuguese musicians collaborated with a group of more than 30 Maltese musicians, including a choir in which the daughter of the film-maker sang. Together, they constructed a new soundtrack for the two short subjects, exploring the language of the improvised music that characterizes the MODS Collective.
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Direção Musical e Composição (“Giuseppi”) Samuel Martins Coelho 
Intérpretes: 
Carina Albuquerque violoncelo
João Filipe guitarra
Pedro Gonçalves de Oliveira bateria
Pedro Oliveira bateria/eletrónicas
Samuel Martins Coelho violino
Ricardino Lomba eletrónicas
Simão Neto piano
Tiago Machado guitarra
Participação especial do Coro de Azurém
Produção Luísa Alvão 
Coordenação do projeto Luísa Alvão, Samuel Martins Coelho, Samuel Silva
MODS Collective Meet Cecil Satariano teve estreia absoluta a 15 de abril e fez parte do programa Valletta 2018 – Capital Europeia da Cultura. É uma coprodução Capivara Azul – Associação Cultural e Fundazione Kreativita, com o apoio do Município de Guimarães.
Duração 50 min. aprox. s/intervalo
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Maiores de 12
2,00 EUR
Pensar, olhar, escutar, criar, fazer, sentir. Na sala, na cozinha, à mesa ou lá fora. Há domingos em que só nos apetece estar em casa, por isso, venham para a Casa.
Num domingo por mês, procuramos diferentes modos de ver histórias, tradições, lendas, lugares e objetos, que encontramos no espaço expositivo. No aconchego desta Casa, há encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. E ideias também. Vamos criar labirintos, inventar histórias, usar barro, linha ou papel, fazer comida, música e promessas, com as mãos, a cabeça e o corpo todo. Em setembro, partimos da leitura para construir caixas de memórias… Uma caixa pode ser o nosso sótão, o nosso arquivo, o nosso museu portátil! Afinal, de que matéria somos feitos? Esta é uma verdadeira oficina de catalogação criativa e autobiográfica.
 
Criação e Orientação João Terras
Público-alvo Maiores de 5
Duração c. 90 min.
Lotação mín. 10 / máx. 20 pessoas
Preço 2,00 eur
Inscrição até 20 de setembro, através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt 

Consulte o site da Casa da Memória
Thinking, seeing, listening, creating, doing, feeling. In the living room, in the kitchen, at the table or outdoors. There are Sundays when all you want to do is stay home. So come to our home, the Casa.

One Sunday per month, we go in search of different ways of seeing stories, traditions, legends, persons, places, or objects that we find in the exhibition space. In the coziness of the Casa, we offer a space of encounter for families, friends, different generations, artists and artisans. And ideas as well. We will create labyrinths, invent stories, use clay, linen or paper, we will make food, music and promises, with our hands, our heads and our entire body. In September, we take up reading as a way to build a memory box for your keepsakes… A box can be our attic, our personal archives, even our own laptop! And in the end, what material are we made of? This will be a real workshop on how to do creative and autobiographical cataloguing.

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5,00 EUR
Na véspera da apresentação do díptico “Moçambique” e “Amazónia” da mala voadora no CCVF, oportunidade para conhecer de perto os processos de trabalho e criação dos seus diretores, o ator e encenador Jorge Andrade e o cenógrafo José Capela, dupla incontornável do panorama teatral português contemporâneo.
Local Sala de Ensaios do CCVF
Público-alvo criadores e encenadores 
Preço 5,00 eur (com direito a bilhete para o díptico de peças)
Acesso livre a membros da Rede Teatro Oficina [artistas do Gangue de Guimarães, Grupos de Teatro de Amadores, alunos das OTO, alunos da Licenciatura em Teatro ILCH-UM]
Data limite de inscrição 21 setembro
Lotação 20 pessoas
As inscrições poderão ser efetuadas através do e-mail geral@aoficina.pt ou do telf. 253 424 700
On the eve of the CCVF presentation of the diptych “Moçambique” and “Amazónia”, by the theatre group mala voadora, we offer the opportunity to get a close-up view of the creative and work processes of the show’s two directors: actor and director Jorge Andrade and scene designer José Capela, prominent names on the contemporary theatre scene in Portugal.
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7,50 EUR / 5,00 EUR c/d
Preços com desconto (c/d)
Cartão Jovem, Menores de 30 anos e Estudantes
Cartão Municipal de Idoso, Reformados e Maiores de 65 anos
Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência; Deficientes e Acompanhante

Cartão Quadrilátero Cultural_desconto 50%
Jorge Andrade nasceu em Moçambique e veio para Portugal com 4 anos, mas em “Moçambique” (o espetáculo) constrói uma biografia como se tivesse lá ficado.
Para tornar credível esta história de vida, ela é imposta à História do país. Jorge Andrade faz agora parte da História de Moçambique e, através dela, das suas vicissitudes políticas, da sua situação no contexto da Guerra Fria, das tramitações da economia internacional a que o país recém-independente foi sujeito. “Moçambique” é um espetáculo em que seis atores são contratados para fazer de conta que são moçambicanos, discutem a História à medida que tentam montar a narrativa de um empreendimento, cantam spots de publicidade de concentrado de tomate em línguas de países capitalistas e em línguas de países comunistas, e dançam para representar algumas partes da História, até ficarem exaustos.

Bilhete conjunto (“Moçambique” + “Amazónia”) 10,00 EUR / 7,50 EUR c/d  COMPRAR

 

Jorge Andrade was born in Mozambique and returned to Portugal at the age of 4, but in “Moçambique” (the show), he creates a biography for himself as if he had never left.
To make this life story more credible, it is linked to the history of the country itself. Jorge Andrade is now part of the History of Mozambique, and because of this, associated with its political vicissitudes, the context of its position during the Cold War, and the bureaucracy from the international economy which the recently independent country became subject to. “Moçambique” is a show in which six actors are hired to pretend that they are Mozambican, where they discuss history to try to construct the narrative of an enterprise, sing concentrated tomato paste commercial jingles in the languages of capitalist countries and in the languages of communist countries, and perform dances to depict certain historical events, until they all become totally exhausted. 
informação adicional  |  imagens fechar todos
Texto e direção Jorge Andrade 
Com Bruno Huca, Isabél Zuaa, Jani Zhao, Jorge Andrade, Marco Mendonça, Tânia Alves e Welket Bungué 
Cenografia José Capela 
Figurinos José Capela, com execução de Aldina Jesus 
Vídeo ANIMA e Bruno Canas 
Banda sonora Rui Lima e Sérgio Martins 
Luz Rui Monteiro 
Fotografias de cena Bruno Simão e José Carlos Duarte
Imagem de divulgação António MV 
Vídeo de divulgação Jorge Jácome e Marta Simões 
Assistência Francisco Campos Lima 
Direção de produção Sofia Bernardo 
Produção executiva Luna Rebelo 
Assistência de produção Mariana Dixe 
Coprodução Teatro Municipal Maria Matos, Teatro Municipal do Porto Rivoli/Campo Alegre, Teatro Viriato 
Residência O Espaço do Tempo 
Apoio Centro Cultural Português - Maputo/Instituto Camões, Hotel Peninsular
A mala voadora é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal - Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes e associada d`O Espaço do Tempo
Duração 70 min. s/intervalo
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Maiores de 16
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7,50 EUR / 5,00 EUR c/d
Preços com desconto (c/d)
Cartão Jovem, Menores de 30 anos e Estudantes
Cartão Municipal de Idoso, Reformados e Maiores de 65 anos
Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência; Deficientes e Acompanhante

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“Amazónia” é a sequela de “Moçambique”: o mesmo grupo de personagens resolve ir para outro paraíso – a selva amazónica – para gravar uma telenovela ecológica.
O planeta precisa, as pessoas interessam-se, é ético, é urgente, vai ter audiências. Os artistas procuram financiamento e as personagens da novela também, porque também elas querem empreender: querem civilizar a Amazónia, seguir o caminho universal da civilização. Como não faria sentido tratar um tema ecológico sem ser ecológico, a concretização deste espetáculo assenta na poupança de matéria-prima: o cenário é emprestado, o desenho de luz é reciclado, as músicas são de outros espetáculos da mala voadora, e as cenas são copiadas de espetáculos de outras pessoas.  
 
APÓS O ESPETÁCULO
CCVF / FOYER DO GRANDE AUDITÓRIO
HÁ CONVERSA COM...
MALA VOADORA
 
Bilhete conjunto (“Moçambique” + “Amazónia”) 10,00 EUR / 7,50 EUR c/d  COMPRAR
“Amazónia” is the sequel to “Moçambique”: the same group of people decides to go to another Paradise – the Amazon jungle – to film a soap opera on ecology.
The planet needs it, people are interested in it, it`s ethical, it’s urgent, and it will garner large audiences. The performers hunt for financing and the soap opera characters as well because they also want to be enterprising: they want to civilize the Amazon and follow the universal path of civilization. As it would not make sense to take up the theme of ecology without being ecologically minded, the realization of this show is based on not using up raw materials: the set is borrowed, the lighting design is recycled, the music comes from other shows from Mala Voadora, and the scenes are copied from the shows done by other people. 
informação adicional  |  imagens fechar todos
Texto e direção Jorge Andrade 
Assistência de encenação Maria Jorge 
Com Bruno Huca, Isabél Zuaa, Jani Zhao, Jorge Andrade, Marco Mendonça, Tânia Alves e Welket Bungué 
Cenografia e figurinos José Capela
Banda sonora Rui Lima e Sérgio Martins 
Luz Rui Monteiro
Fotografias de cena José Carlos Duarte e Marta Simões
Imagem de divulgação Marta Ramos 
Vídeo de divulgação Jorge Jácome e Marta Simões
Direção de produção Sofia Bernardo
Produção executiva Luna Rebelo
Assistência de produção Mariana Dixe
Residência artística O Espaço do Tempo
Coprodução Teatro Municipal São Luiz, Teatro Municipal do Porto Rivoli/Campo Alegre e Theatro Circo 
Agradecimentos Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II 
A mala voadora é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes e associada d`O Espaço do Tempo
Duração 60 min. s/intervalo
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Maiores de 16
A companhia de teatro de Guimarães continua a investigar a arte do teatro. E as portas do Espaço Oficina voltam a abrir-se para mais uma temporada das Oficinas do Teatro Oficina.
Convidam-se, então, todos os repetentes e novos alunos a serem investigadores do corpo, da voz, da criação.
Este ano, juntam-se de novo adolescentes e adultos em dois grupos: Iniciação (para quem queira começar a experimentar) e Criação (para quem sinta vontade de novos desafios criativos). O grupo de Jovens mantém-se também nos horários habituais.
Todas as OTO encontram-se no final, num projeto da programação do Teatro Oficina.
 
OFICINA INICIAÇÃO (a partir dos 12 anos)
SEGUNDA E QUARTA-FEIRA, 19h30 às 21h00  
 
OFICINA CRIAÇÃO (a partir dos 12 anos)
TERÇA E QUINTA-FEIRA, 19h30 às 21h00 
 
OFICINA JOVENS (dos 8 aos 12 anos) 
SEXTA-FEIRA, 18h00 às 19h30 
 
SESSÕES A PARTIR DE 01 OUTUBRO 2018
 
LOCAL Espaço Oficina (Av. D. João IV, 1213 cave, 4810-431 Guimarães)
ORIENTAÇÃO Nuno Preto e Gonçalo Fonseca
CRIAÇÃO FINAL Gonçalo Fonseca com a colaboração de Nuno Preto
 
Mensalidade 20 eur
Inscrição 40 eur (correspondente ao primeiro e último mês)
Data limite de inscrição 26 setembro
 
As inscrições serão aceites até ao dia 26 de setembro e poderão ser efetuadas no Centro Cultural Vila Flor ou pelo telefone 253 424 700. 
As inscrições só serão consideradas válidas após realizado o pagamento respetivo. O pagamento poderá ser efetuado em numerário no Centro Cultural Vila Flor, através de cheque enviado por correio à ordem de “A Oficina, CIPRL”, ou através de referência multibanco que será enviada após o ato de inscrição. Em caso de desistência, não será devolvida a importância paga no ato de inscrição.
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VENDA DE BILHETES
www.ccvf.pt
oficina.bol.pt
Centro Cultural Vila Flor
Casa da Memória
Centro Internacional das Artes José de Guimarães
Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten
Entidades aderentes da Bilheteira Online

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Preços com desconto (c/d)
Cartão Jovem, Menores de 30 anos e Estudantes
Cartão Municipal de Idoso, Reformados e Maiores de 65 anos
Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência; Deficientes e Acompanhante
Sócios do Convívio Associação Cultural

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No terceiro milénio, e ao fim de mais de cem anos de história, tal como ficou devidamente assinalado na edição anterior do festival, o fenómeno jazzístico encontra-se perante questões de identidade muito sérias. Porém, ao invés de transmitir sintomas de esgotamento, o jazz parece ter compreendido que a solução para as suas questões passa pela necessidade de esta música se pensar e olhar a partir de fora para dentro.
No contexto do Guimarães Jazz, e essa é a linha orientadora que atravessa o programa da edição de 2018 do festival, olhar de fora para dentro desta música implica explorar geografias alternativas ao território nativo do jazz, divulgar o trabalho de músicos jovens que nasceram quando o jazz se tinha já implementado plenamente na cultura moderna como uma das mais expressivas linguagens musicais e artísticas do século XX, dar espaço a músicos que se distinguiram em territórios musicais mais próximos das correntes experimentais e vanguardistas da música contemporânea e, por último, programar músicos menos mediáticos e inseridos em circuitos mais informais e artisticamente flexíveis. No fundo, a perspetiva que se assume nesta edição do Guimarães Jazz é assente numa vontade de explorar zonas criativas de contrainformação, assumindo uma crítica em relação ao presente da música e do mundo, e afirmando sobretudo a necessidade de reflexão em torno dos processos entrópicos e autofágicos, baseados em estímulos imediatos e sentimentos ilusórios de pertença, que caraterizam tanto a criação como o consumo na música no século XXI.
Do programa da edição de 2018 do Guimarães Jazz destaca-se, desde logo, o facto de contemplar a realização de treze concertos em dez dias consecutivos, algo que acontece pela primeira vez na história do festival. Este é um dado importante, uma vez que tem como consequência uma mais efetiva e constante presença da música na cidade e na agenda dos seus espetadores, contribuindo assim para aproximar ainda mais os músicos e as pessoas que organizam o festival do seu público. Apesar deste dado novo, o Guimarães Jazz continua a ser, tal como é a sua matriz desde o início, um festival equilibrado, refletindo-se esse equilíbrio em várias dimensões: na notoriedade e na idade dos músicos envolvidos, na tipologia das formações, na proveniência geográfica dos projetos e nas estéticas musicais representadas.
De entre os concertos de maior perfil, é justo destacar a presença de três nomes incontornáveis da história mais recente do jazz – o contrabaixista Dave Holland, o trompetista Dave Douglas e o também trompetista, compositor e arranjador Steven Bernstein –, músicos que, embora com percursos em contextos artísticos muitos diferentes entre si, contribuíram decisivamente para moldar a forma atual do jazz. Tanto o projeto Aziza, de Holland, como Uplift, de Douglas, como a Millennial Territory Orchestra de Bernstein, constituem provas irrefutáveis da plena vitalidade musical de três dos grandes músicos da atualidade. Além do mais, estes três projetos têm a particularidade de contarem com a participação de músicos influentes da música contemporânea, de entre os quais é justo realçar a presença de Bill Laswell, baixista e produtor, e da vocalista Catherine Russell, duas figuras que, apesar de se expressarem em linguagens musicais muito díspares, podem ser considerados exemplos de uma invulgar postura de integridade artística e anti-estrelato.
Em 2018, um dos traços mais marcantes do Guimarães Jazz é a atenção prestada à nova geração do jazz. Nesse sentido, serão apresentados concertos de dois nomes emergentes da cena jazzística de Chicago (uma das cidades mitológicas do jazz, que continua a dar mostras de renovação e vitalidade musicais): o trompetista Marquis Hill e o contrabaixista Matt Ulery, que, além do concerto com o projeto Delicate Charms, orientará as oficinas de jazz e as jam sessions e dirigirá a Big Band e o Ensemble de Cordas da ESMAE. A cada vez mais relevante dinâmica global da cena jazzística justifica também a presença no festival do trompetista israelita Avishai Cohen (um músico de grande nível que tem editado nos últimos anos pela prestigiada editora ECM) e do projeto Cartas Brasileiras, liderado pela flautista e compositora Léa Freire, que no festival se apresentará acompanhada pela Orquestra de Guimarães. 
A exploração de geografias alternativas ao jazz norte-americano ficará, em 2018, também patente nos concertos programados para o Pequeno Auditório do CCVF, onde atuarão o Pablo Held Trio (um dos exemplos da qualidade dos projetos de jazz alemães) e a idiossincrática banda Random/Control, liderada pelo talentoso pianista austríaco David Helbock. É também neste contexto que se apresentará o acordeonista português João Barradas, um músico notável cuja carreira se encontra numa trajetória de crescente notoriedade e reconhecimento internacional e que, em Guimarães, se apresentará em quarteto acompanhado por músicos europeus emergentes e que terá como convidado especial o saxofonista norte-americano Greg Osby.
A colaboração com, por um lado, a Associação Porta-Jazz e, pelo outro, com a ESMAE volta a realizar-se, reafirmando a aposta do festival nos jovens músicos portugueses, e neste ano, como é habitual, realizam-se as oficinas de jazz e as jam sessions, extensões do festival que constituem uma das dimensões mais importantes da sua implantação na cidade e no meio jazzístico, ao mesmo tempo que contribuem para potenciar a formação e o crescimento musical dos jovens músicos do país.
O Guimarães Jazz encerrará a sua edição de 2018 com a Mingus Big Band, um concerto de homenagem a Charles Mingus que será, certamente, um dos momentos altos do festival. Liderado pela viúva do homenageado, esta big band é composta por instrumentistas de altíssimo nível e considerada como um dos projetos mais artisticamente relevantes de revisitação das obras de compositores de jazz. Numa altura em que o futuro da música, e do mundo, se afigura difuso e difícil de antecipar, faz todo o sentido regressarmos a Charles Mingus, um dos nomes mais influentes da música do século XX, e inspirarmo-nos no seu exemplo de integridade e audácia artísticas, que hoje, mais do que nunca, julgamos ser importante celebrar e divulgar, projetando-o no futuro. Ivo Martins
 
QUINTA 08 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SEXTA 09 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 10 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 18H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 10 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
DOMINGO 11 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 17H00
Preço 7,50 eur / 5,00 eur c/d | COMPRAR
 
DOMINGO 11 NOVEMBRO
CIAJG / BLACK BOX / 21H30
Preço 7,50 eur / 5,00 eur c/d | COMPRAR
 
SEGUNDA 12 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 21H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
TERÇA 13 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 21H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
QUARTA 14 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d | COMPRAR
 
QUINTA 15 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SEXTA 16 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 17 NOVEMBRO
CCVF / PEQUENO AUDITÓRIO / 18H30
Preço 7,50 eur / 5,00 eur c/d | COMPRAR
 
SÁBADO 17 NOVEMBRO
CCVF / GRANDE AUDITÓRIO / 21H30
Preço 15,00 eur / 12,50 eur c/d | COMPRAR
 
ATIVIDADES PARALELAS
 
Segunda 05 a Sábado 17 novembro
Vários locais da cidade
Animações Musicais
 
Quinta 08 a Sábado 10 novembro
Convívio Associação Cultural / 24h00-02h00
Jam Sessions
Matt Ulery, Zach Brock, Greg Ward, Quin Kirchner, Rob Clearfield
 
Segunda 12 a Sexta 16 novembro
Centro Cultural Vila Flor / 14h30-17h30
Oficinas de Jazz
Matt Ulery, Zach Brock, Greg Ward, Quin Kirchner, Rob Clearfield
 
Quinta 15 a Sábado 17 novembro
CCVF / Café Concerto / 24h00-02h00
Jam Sessions
Matt Ulery, Zach Brock, Greg Ward, Quin Kirchner, Rob Clearfield
Preço 3,00 eur / 2,00 eur c/d
 
ASSINATURAS
 
ASSINATURA DO FESTIVAL (acesso a todos os concertos)
Preço 80,00 eur | COMPRAR
 
ASSINATURA 6 CONCERTOS (à escolha)
Preço 65,00 eur | COMPRAR
 
ASSINATURA 3 CONCERTOS (à escolha)
Preço 35,00 eur | COMPRAR

 

In the third millennium, and after more than a hundred years of history, jazz faces serious identity issues. However, instead of showing signs of exhaustion, jazz seems to have understood that the solution to its problems demands looking at itself from the outside in.

In the context of Guimarães Jazz to look from the outside in of this genre means to explore alternative geographies to the native territory of jazz, to promote the work of young musicians who were born in a time when jazz was already fully integrated in modern culture as one of the most expressive artistic languages of the twentieth century, to assimilate musicians who have gained recognition in musical territories closer to the experimental and avant-garde trends of contemporary music and, lastly, to reveal less-known musicians who work in more informal and flexible musical contexts. The matrix of the 2018 edition of Guimarães Jazz is, therefore, supported on a desire to explore zones of counter-information, assuming a critical perspective towards the present of music and of the world and affirming the urgency of a serious reflection about the entropic and autophagic processes, based on immediate stimulus and delusional feelings of belonging, that characterize the creation and the fruition of music in the twenty-first century. This year`s programme of the festival is composed of thirteen concerts in ten consecutive days, for the first time in the history of Guimarães Jazz. This aspect will allow the festival to have a more effective and constant presence in the city, therefore contributing to a closer relationship between the musicians and the audience. Despite this slight change, Guimarães Jazz continues to be, such as it is since the beginning, a festival concerned with a principle of balance in various dimensions: in terms of the recognition and the age of the musicians involved, of the typology of the formations, of the geographical provenance of the projects and also of the stylistic trends of jazz represented. Regarding the high-profile concerts, we may highlight three fundamental musicians of the last decades of jazz – the bassist Dave Holland, the trumpeter Dave Douglas and the composer and arranger Steven Bernstein –, musicians who, despite the artistic differences, have given a decisive contribution to transform the shape of contemporary jazz. Holand`s project Aziza, Dave Douglas` band Uplift and the Millennial Territory Orchestra led by Bernstein are the confirmation of the present artistic vitality of these three great jazz musicians. All three projects involve the collaboration of influential musicians of contemporary music, such as the bassist and producer Bill Laswell and the singer Catherine Russell, two artists who, having developed their work in almost opposite musical languages, may be considered examples of a rare artistic integrity and anti-starsystem attitude. In 2018, one of the most distinguished features of Guimarães Jazz is the focus on the new generation of jazzmen. The programme includes two emergent musicians of Chicago (one of jazz`s mythological cities which is constantly renovating itself and continues to be as active as it ever was): the trumpeter Marquis Hill and the bassist and composer Matt Ulery, who will perform with his own project, Delicate Charms, and will also direct the workshops and jam sessions and will work with the ESMAE`s big band and string ensemble. The global dynamics of jazz is also present at the festival with the names of Avishai Cohen, an extraordinary Israeli trumpeter who has recorded for the record label ECM, and of the flutist and composer Léa Freire, who will present the project Cartas Brasileiras (Brazilian Letters), accompanied by the Orchestra of Guimarães. The focus on alternative geographies is also manifested on the concerts taking place in the small auditorium, where the Pablo Held Trio (representative of the excellence of Germany`s jazz scene) and the idiosyncratic band Random/Control, led by the talented Austrian pianist David Helbock, will perform. The Portuguese accordionist João Barradas, a gifted musician who is currently on an ascending trajectory of international recognition, will perform in quartet accompanied by emergent European musicians and by the North-American saxophonist Greg Osby. The collaboration between Guimarães Jazz with the association Porta-Jazz and with ESMAE confirm the importance of promoting the work of young Portuguese musicians. The workshops and the jam sessions are customary extensions of the festival and of the most important dimensions of its relation with the city of Guimarães and with the Portuguese jazz circuit, while at the same time contributing to potentiate the musical growth and formation of young musicians.The festival will close with the Mingus Big Band, a tribute to Charles Mingus that will certainly constitute one of the highlights of this year’s edition of the festival. Led by Mingus` widow, this big band is formed by powerful and gifted musicians and is considered one of the most artistically relevant projects dedicated to the jazz masters’ music. In a time when the future of music, and of the world, is diffuse and difficult to anticipate, it seems to make sense the revisiting of the work of Charles Mingus, one of the most influential names of the music of the twentieth century and an inspirational example of integrity and artistic audacity, values that are now, more than ever, important to celebrate. Ivo Martins

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