Esta exposição é uma visão global sobre um artista ao qual foram dedicados apenas vislumbres parcelares e fragmentados, tentando alcançar assim um ponto de síntese que possa exprimir um entendimento quase multidimensional do seu trabalho, algo possível apenas através da relação e comparação entre as peças, sobre uma obra fugidia e escapista, fundada num exercício permanente de recolecção de influências e na qual reconhecemos sempre um olhar (auto)irónico e a intuição lúdica de um artista que experimenta múltiplos caminhos sem nunca se preocupar em saber exactamente para onde vai.
Desta viagem de quase cinco mil quilómetros resultou uma história feita de fotografia e outra história feita de música. Ambas são as Terras Últimas.
Cada esboço insiste na concretização de uma ideia, e a sua multiplicação, a sua sequência, origina o ritmo definitivo. Manuel Caeiro trabalha o detalhe – modular - como desencadeador de cada nova imagem, e fá-lo sempre partindo da memória ou da recordação da imagem construída, procurando uma nova ordem. A sua estratégia é a do desdobramento ou propagação da realidade reconstruída e, portanto, fictícia, e que tem a sua origem no mais tradicional dos meios - a pintura - o que mais carga histórica possui e que, ao mesmo tempo, aparentemente, processa uma ideia de contemporaneidade mais débil, e mais questionada, sendo contínuo motivo de debate sobre o seu estado anímico”. David Barro, in Manuel Caeiro, “Welcome to my Loft”
Nesta exposição, a artista apresenta um conjunto de imagens criadas a partir de montagens e associações de objectos comuns com diversos tipos de materiais que se encontram dispersos pelo nosso quotidiano. As peças apresentadas guardam no seu interior uma espécie de segredo que se revela a quem as olhar atentamente, colocando muitas vezes o observador em situações inusitadas de confronto cuja possibilidade de resolução reside na aprendizagem e utilização dos conhecimentos adquiridos nas suas experiências vividas, ancorados na prática quotidiana de cada um e no uso da sua atenção.
e representação do objecto artístico. Fruto de uma parceria entre o CCVF e a ESAP, doze jovens artistas mostraram o seu trabalho no Centro Cultural Vila Flor entre 24 de Janeiro e 11 de Abril de 2008. Dessa exposição resultou um documento ilustrativo das potencialidades da cidade e deste núcleo de artistas em especial, formalizado na elaboração de um documento cuidadoso e suficientemente informativo dos trabalhos previamente produzidos por cada um, capaz de realizar uma síntese compreensiva dos diferentes currículos através de registos fotográficos e textuais, com o objectivo de completar o mais possível a parte expositiva do projecto. Artistas Carlos Lobo, Cristiano Castro, Engrácia Cardoso, Fúlvio Mendes, Jorge de Magalhães, José Emílio Barbosa, Luís Ribeiro, Max Fernandes, Nuno Florêncio, José Almeida Pereira, Mauro Cerqueira, Nuno Machado
Esses elementos são pintados um a um, desligados de uma continuidade formal que seria de esperar das geografias terrenas, compondo o seu conjunto uma imagem com aproximações à natureza, simultaneamente suspensa e dotada de uma certa qualidade atmosférica, que a envolve e a transporta do solo para o centro do quadro. Enquanto nas pinturas as composições são trabalhadas com recurso a métodos tradicionais, nos desenhos João Queiroz introduz a linha através de sulcos gravados sobre cera, previamente espalhada na superfície do papel. Nas pinturas existe uma procura de efeitos cromáticos pela conjugação de cores e de formas que nos induzem a espaços abertos, susceptíveis de neles se inscreverem ambientes naturais facilmente reconhecíveis; nos desenhos, uma qualidade monocromática realça um conjunto de procedimentos sobre a superfície do papel, fornecendo uma dimensão mais matérica a cada uma das obras.
Este catálogo foi lançado no dia 8 de Dezembro de 2007, no âmbito da Exposição que esteve patente no Centro Cultural Vila Flor de 22 de Setembro a 30 de Dezembro. Recorda-se que esta exposição foi a maior mostra de desenho de Fernando Calhau (1948-2003) até hoje realizada. A exposição reuniu cerca de 200 desenhos do espólio do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian, circunscrevendo um arco temporal com cerca de 40 anos que abarca todo o percurso artístico de Calhau.
Ao desenvolver-se em duas plataformas complementares, a obra de José Loureiro foi representada, por um lado, através da exposição e do conjunto de peças seleccionadas para o efeito e, por outro lado, através de um livro, documento que sintetiza um percurso de forma clara, fornecendo um olhar mais alargado sobre as suas opções e reformulações, no contexto de um período de tempo mais extenso.
Gabriela Albergaria trabalha a natureza através de um conjunto de preocupações que se relacionam com a perda de referências, ou seja, a ideia de uma natureza que se sujeita a sucessivos processos de humanização e se apresenta incapaz de sobreviver num mundo onde a proliferação de espectros e simulacros de ambientes naturais supera a própria realidade. "Variações sobre um tema" baseia-se na organização de dois territórios, partindo de lógicas de apresentação completamente distintas. Numa abordagem contemporânea que procura desenvolver e explorar as particularidades de um lugar específico, possuidor de uma enorme componente histórica, é reunido um conjunto de conceitos que estimulam diálogos e confrontos entre os diferentes elementos presentes.
Esta exposição de novos trabalhos foi acompanhada de um livro de artista produzido para a ocasião. Nesta mostra, Daniel Blaufuks propôs uma reflexão sobre algumas das suas temáticas recorrentes, nomeadamente a linha entre o público e o privado, a memória colectiva e a reminiscência pessoal, mas também sobre a necessidade de recordar, registar, arquivar, catalogar, inventariar ou coleccionar estas mesmas memórias através de fotografias, objectos ou obras de arte. A exposição recriou uma ideia de arquivo pessoal do artista e integrou trabalhos em fotografia e vídeo.
Lançado no âmbito da exposição que esteve patente no Centro Cultural Vila Flor de 27 de Janeiro a 15 de Abril de 2007, o livro “I think differently, now that I can paint” de António Olaio é uma publicação profusamente ilustrada onde o artista, em discurso directo, em conversa com Victor Diniz (director do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra), percorre os aspectos mais relevantes do seu trabalho.
Lançado no âmbito da Exposição “Busca Pólos” que esteve patente no Centro Cultural Vila Flor de 23 de Setembro a 16 de Dezembro de 2006, o livro “Salão Olímpico 2003/06” documenta toda a actividade desenvolvida por este grupo de artistas entre 2003 e 2006, assim como as Exposições Busca Pólos I e II realizadas no Centro Cultural Vila Flor e posteriormente no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra.
Todos os músicos envolvidos no projecto escreveram música nova para o mesmo, e no dia 9 de Novembro de 2006 o disco foi tocado pela primeira vez ao vivo no Grande Auditório do CCVF, no âmbito do Guimarães Jazz. Jorge Reis saxofone alto e soprano Nelson Cascais contrabaixo Bruno Pedroso bateria Pedro Moreira saxofone tenor, soprano Músicos convidados John Ellis saxofone Tenor Alan Ferber trombone Brad Shepik guitarra
O lançamento do CD aconteceu na edição de 2008 do Festival, após o concerto do Projecto TOAP/Guimarães Jazz.
O CD foi lançado no dia 15 de Novembro de 2009, no âmbito do Guimarães Jazz, após o concerto do Projecto TOAP.
Deseja-se incentivar uma visão multidisciplinar sobre a diversidade do material recolhido e promover diálogos entre cada um dos núcleos temáticos apresentados. A quantidade e multiplicidade de apropriações levadas a efeito sobre este Rei, circunscrevem esta exposição a uma pequena amostra de tudo aquilo que foi produzido e divulgado nos últimos 600 anos, não podendo nunca ser considerada como uma representação final e definitiva de toda a sua carga simbólica e icónica, propondo como tal uma viagem possível, de entre tantas outras que se poderiam empreender.