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Terça, 1 Janeiro a Terça, 30 Abril
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Revista A Oficina JANEIRO-ABRIL 2019

 
 
2019 - O ano zero d’A Oficina*
 
Vimos aqui assinalar o regresso a casa: 30 anos depois, A Oficina cumpriu o desígnio circular do seu próprio logotipo. Nasceu para preservar as “artes e mesteres tradicionais de Guimarães”, como ainda se lê no seu nome social, e acabou a governar uma casa que é um centro interpretativo territorial - do artesanato ao território, uma gigantesca viagem em progressão pelo mundo.

É por isso que chamamos à capa e ao primeiro portefólio desta nova revista a força de trabalho da cooperativa, os da primeira linha da “polinização da cultura”, citando um dos mais antigos. Nos 30 anos, é uma devida homenagem a todos os que por cá passaram e os que vão continuar a “criar futuros” (editorial do GUIdance 2018). 

Mas este ciclo de eterno retorno reclama mesmo por um futuro, novo, como todos os futuros - 2019 é o ano zero d’A Oficina.

Abrimos com um Teatro da Memória que vai evocar, em 3 capítulos, a história e o nosso arquivo, mas também debater publicamente o que queremos da nossa cooperativa. Este não é um pronome possessivo, é plural, ‘nossa’ de todos os cidadãos de Guimarães, nunca fechando as portas aos territórios vizinhos, nem aos parceiros nacionais e internacionais, ‘nossa’ de todos mesmo, exercitando diariamente um belo conceito chamado democracia.

Para começar o debate, algumas palavras-chave possíveis desse futuro: Território e Internacionalização, Criação e Residências Artísticas, Educação e Mediação Cultural. Mas preparem-se para quadrimestres seguintes porque vêm aí em força o Pensamento e a Documentação. E Rede Oficina passará a ser um termo de uso corrente para os agentes culturais e educativos de Guimarães.
Serão esses eixos e essa filosofia de ligação que, a cada dia d’A Oficina, asseguram que não somos uma produtora de eventos no mercado cultural mas um projeto de diferença, diversidade, educação artística, acessibilidade, coesão territorial e, portanto, cidadania. 

Caros concidadãos, segue o nosso mapa comum. Foi desenhado por um colégio de programadores que vos oferece um quadrimestre inteiro num registo inédito de coesão, o início de um novo plano de ação. E um convite à visita - encenada, performativa, cantada, orientada, até dançada, as portas estão abertas, de par em par...

João Pedro Vaz.
 
* Só é possível falar de futuro quando há legado. A Oficina deste novo ciclo deve ao José Bastos a força desse legado. É a minha dedicatória pessoal.
 
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